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Selo de Valor Cultural celebra quarenta estabelecimentos gastronômicos da cidade

Tempo de Leitura: 4 minutos

 

A Secretaria de Cultura e Economia Criativa da cidade de São Paulo, lançou na 6ª feira (04/04/2025) o programa Patrimônio à Mesa, que reconhece com o Selo de Valor Cultural, do Departamento de Patrimônio Histórico (DPH), estabelecimentos que são admirados por suas tradições, histórias e contribuições à gastronomia da cidade.

Além do reconhecimento, o Patrimônio à Mesa se estende em uma semana repleta de eventos nos espaços gastronômicos participantes, unindo cultura e boa comida.

Entre os dias 7 e 13 de abril, cerca de 40 estabelecimentos – entre restaurantes, padarias, empórios, bares, cantinas, pizzarias, pastelarias, panificadoras e confeitarias – reconhecidos pelo Selo de Valor Cultural apresentam suas histórias, gastronomia e recebem intervenções artísticas.

Selo Valor Cultural
Padaria Santa Tereza – salão no segundo andar
Padaria mais antiga

Entre os espaços homenageados está a Padaria Santa Tereza, fundada em 1872. Considerada a mais antiga do Brasil, tendo sido construída antes mesmo da Catedral da Sé, mantém uma clientela fiel aos seus quitutes, sendo a coxa-creme uma das receitas atrativas do local.

Casa Godinho -Rua Libero Badaró. 340
Ah…. as empadas

O Patrimônio à Mesa também elencou a mercearia mais antiga de São Paulo e vizinha do Edifício Sampaio Moreira, um dos primeiros arranha-céus da cidade: a Casa Godinho. Ativa desde a inauguração do prédio, há mais de 100 anos, e funcionando, como negócio, desde 1888, quando a mercearia estava sediada na Praça da Sé.

A Casa Godinho mantém sua estrutura conservada há séculos e foi o primeiro estabelecimento gastronômico a ganhar o reconhecimento de patrimônio cultural imaterial da cidade pelo Conpresp, em 2013. Entre os secos e molhados que ainda continuam à venda – agora não necessariamente voltados para clientes europeus e a elite paulistana da época – estão as empadas, com até oito sabores diferentes.

De Santos Dumont a Ulysses Guimarães

Já o Bar Guanabara, considerado o mais antigo da cidade, fundado em 1910, segue sendo um dos queridinhos das esquinas do Anhangabaú. Seu piso quadriculado em verde já foi pisado por figuras como Ulysses Guimarães, Santos Dumont e Ademar de Barros. Hoje em dia, adaptando-se às mudanças da cidade, funciona como restaurante, com horário de funcionamento até às 17h.

selo valor cultural
Famoso Bar do Justo
Zona Norte

Na Zona Norte de São Paulo, o estabelecimento escolhido foi o  Famoso Bar do Justo – no bairro de Santana. Fundado em 1949 pelos irmãos Juracy e Germinal Gama. Recebeu este nome somente em 1986, em referência ao bordão de Juracy “Pode contar que está justinho“.

Atrai clientes em busca de suas porções generosas e pelo chope bem tirado. Como curiosidade, o bar patrocinou o uniforme do time de futebol da antiga Casa de Detenção, no Carandiru.

Antes da Proclamação da República

Se tem a mercearia, o bar, a padaria e o empório mais antigos da cidade, o Restaurante Carlino entra nessa seleta lista como o restaurante em exercício mais antigo da cidade. Originalmente na Av. São João e hoje na Rua Epitácio Pessoa nº 85, o restaurante italiano foi aberto em 1881, antes mesmo da Proclamação da República, mantendo ainda pratos – e suas técnicas de preparo.

selo valor cultural
Ponto Chic
Vai um bauru?

Também no Largo do Paissandu, o Ponto Chic, inaugurado em 1922, tornou-se um reduto boêmio da cidade. O restaurante ganhou fama por ter criado o famoso sanduíche de Bauru, inventado por um estudante da USP. Ao longo dos anos, expandiu-se para outras unidades, mantendo sua tradição e sabor original, firmando-se como um ícone da cultura paulistana.

O Selo de Valor Cultural

Criado em 2015, instituído pela Resolução 35/Conpresp/2015, o Selo de Valor Cultural é um importante instrumento de preservação, que reconhece locais que se tornaram referências culturais por suas atividades, sejam elas comerciais, artísticas, institucionais ou gastronômicas.

O Selo é concedido pelo Conpresp, com base em uma avaliação técnica do DPH, que considera a relevância do local e sua contribuição como referência cultural. Uma vez reconhecidos, os locais poderão ser identificados com uma placa informativa e são listados no Mapa Digital da Cidade, o Geosampa.

A cada cinco anos, o Conpresp realiza uma nova avaliação para verificar se o local ainda mantém os valores que justificaram a concessão do selo. Caso os critérios continuem sendo atendidos, o Selo é revalidado, garantindo a continuidade de seu reconhecimento.

Confira a lista completa do Patrimônio à Mesa 2025:

Restaurantes e Cantinas:
Padarias e Confeitarias:
Bares:
EMPÓRIOS & CASAS:
Pizzarias, pastelarias e lanchonetes:

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